Edição 1962 (06/06)

“A pílula democrática”

O editorial comenta algumas medidas do Ministério da Saúde de aumentar a distribuição de preservativos e reduzir o preço de contraceptivos, visando conscientizar e limitar a fecundidade em regiões carentes. Helio Marques põe-se a favor das medidas e crê que poderão surtir efeito prático, visto que o Brasil necessita amparar melhor pessoas de regiões carentes quanto à questão de planejamento familiar e sexualidade. Para ele, o controle da fecundidade em áreas pobres pode modificar a desigualdade social e proporcionar melhorias à população do Brasil, bem como elevar a qualidade e o nível de vida. Marques estende o editorial para a discussão do aborto, que fora engavetado no Congresso em virtude da reação das igrejas. Uma consulta popular ainda se faz necessária e o país não pode fugir. “(…) a questão persiste e deve, da mesma maneira, ser encarada e discutida sem preconceitos, á luz da situação vivida pelo País”.

 

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