Edição 1957 (02/05)

 

“O Ibama, o bode e o bagre”

Uma nova crise está atrapalhando o governo. È o conflito entre o Ibama e os idealizadores do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Estes consideram essencial para a economia crescer a construção de usinas termelétricas e outras obras de infra-estruturas. Porém, o Ibama faz vista grossa, pois as obras irão ser levantadas em áreas de proteção ambiental, e trarão impactos negativos em relação ao meio ambiente, aos animais e ao ecossistema. Lula então divide o Ibama, e na briga entre Marina Silva, do Meio Ambiente, e Dilma Roussef, da Casa Civil, esta consegue fazer valer seu poder de influência no governo. O título do editorial faz alusão ao bode que Lula tem de sumir e ao possível desaparecimento do peixe bagre em uma das regiões defendidas por lei ambiental pelo Ibama, a qual deverá receber uma obra do PAC. Marques é implacável quanto à decisão do governo de minar o Ibama, mas não poupa o instituto. “Ibama (…) também deveria sair da birra e deixar de emperrar tudo quanto é projeto”. Ele termina salientando que a melhor saída é uma conciliação entre ambientalistas e empreendedores, visando o desenvolvimento sustentável.  

Explore posts in the same categories: revista IstoÉ

Comment: