Edição 472 (04/06)

Posted Junho 11, 2007 by cledcar
Categories: Sem Categoria

“O caçador de notícias”

Gurovitz faz um perfil do jornalista Andrei Meireles, chefe da sucursal de Brasília, dando a este o mérito pela apuração dos desdobramentos do caso Renan Calheiros, matéria de capa. A revista traz trechos de conversas telefônicas trocadas entre o senador, a jornalista Mônica Veloso e Cláudio Gontijo. Bom trabalho do veículo, bem aprofundado, embora não haja muitas revelações inéditas. 

Edição 1962 (06/06)

Posted Junho 11, 2007 by cledcar
Categories: revista IstoÉ

“A pílula democrática”

O editorial comenta algumas medidas do Ministério da Saúde de aumentar a distribuição de preservativos e reduzir o preço de contraceptivos, visando conscientizar e limitar a fecundidade em regiões carentes. Helio Marques põe-se a favor das medidas e crê que poderão surtir efeito prático, visto que o Brasil necessita amparar melhor pessoas de regiões carentes quanto à questão de planejamento familiar e sexualidade. Para ele, o controle da fecundidade em áreas pobres pode modificar a desigualdade social e proporcionar melhorias à população do Brasil, bem como elevar a qualidade e o nível de vida. Marques estende o editorial para a discussão do aborto, que fora engavetado no Congresso em virtude da reação das igrejas. Uma consulta popular ainda se faz necessária e o país não pode fugir. “(…) a questão persiste e deve, da mesma maneira, ser encarada e discutida sem preconceitos, á luz da situação vivida pelo País”.

 

Edição 447 (06/06)

Posted Junho 11, 2007 by cledcar
Categories: revista Carta Capital

“A mídia é sempre aquela. Mas…”

O editor Mino Carta faz um balanço do trabalho da imprensa no país, a qual acusa de ser conivente com interesses políticos e econômicos e que ainda hoje continua a trabalhar desse modo. “No Brasil e no mundo são poucos os órgãos midiáticos que ainda praticam o jornalismo à sombra dos velhos, insubstituíveis princípios de fidelidade canina à verdade factual: exercício desabrido do espírito crítico, fiscalização diuturna do poder onde quer que se manifeste”. Carta tem boa articulação para defender sua opinião e de fato consegue ser convincente.

 

“Um peso, duas medidas”

Uma decisão do TSE chama a atenção pelo descaso quanto a um esquema de manipulação de votos. Um irmão do senador Expedito Jr, de Roraima, pagou a seus empregados cerca de R$ 100 para que atuassem como boca-de-urna a favor do senador. Descoberto o esquema, a investigação foi iniciada e provas foram encontradas. Mas o ministro Arnaldo Versiani considerou que a ação não foi grave pois os votos dos empregados não poderiam influenciar significativamente a eleição no estado de Roraima, pois a diferença de votos era de 60 milhões. Carta tece uma ironia quanto ao fato. Para ele, há duas categorias de crime eleitoral, a que muda o resultado e a que não muda. É realmente incrível como as ações da justiça incorrem em falta de punição.

 

“Mordomias investigadas”

Uma reportagem da revista denunciava modormias de funcionários públicos da justiça. A matéria deu início à uma investigação, impetrada pelo Conselho Nacional do Ministério Público à Corregedoria. Duas funcionárias lotadas em Brasília moravam no Rio de Janeiro e, não se sabe como, assinavam ponto e recebiam suas remunerações sem o menor problema. Mas um caso de denúncia e de jornalismo prestativo da revista.       

 

Edição 472 (06/06)

Posted Junho 11, 2007 by cledcar
Categories: revista Veja

“Lição de liberdade”

O assunto é o fechamento da RCTV na Venezuela, tido como afronta á democracia pela revista. Segundo o editorial, a ordem de Hugo Chávez é uma ferida a liberdade de opinião, expressão, à associação e livre-iniciativa. “Chávez  o fez simplesmente porque em seus telejornais a RCTV não seguia a risca a cartilha de louvação a tudo o que Chávez faz ou diz”. O editorial trata somente de avaliar negativamente a medida do presidente venezuelano sem considerar o contexto do país. Decerto que a extinção da RCTV representa um ato autoritário de Chávez, mas aconteceu de modo regular, visto que não houve a renovação da concessão. A revista cita a manifestação dos estudantes como fator positivo à ditadura de Chávez e traz uma entrevista com Marcel Granier, dono da RCTV. A Veja se põe a mostrar todo a questão da emissora, mas esquece de dizer que há monopólio na imprensa da Venezuela, e o fechamento da RCTV é muito ruim para a democracia por lá, mas outras emissoras oposicionistas continuam existindo.